Core Web Vitals, os novos indicadores que vão influenciar as pesquisas na Google

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Belo Digital
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Core Web Vitals, os novos indicadores que vão influenciar as pesquisas na Google
Core Web Vitals, os novos indicadores que vão influenciar as pesquisas na Google

A Google continua na busca incessante da experiência de utilizador perfeita, onde vários indicadores combinados dão origem ao website com a melhor otimização SEO. Assim, a partir de maio, a Google volta a introduzir alterações, os denominados Core Web Vitals, para melhorar a avaliação da experiência de navegação.

O que são os Core Web Vitals?

Na prática, trata-se de mais um conjunto de indicadores que serve para medir velocidade, capacidade de resposta e estabilidade visual. Além destes, a Google mantém como fundamental para um bom ranking a velocidade de carregamento da página e a experiência de utilização em dispositivos móveis. Ou seja, de 4 fatores, a Google eleva para 7 a qualidade de uma experiência num website.

Que fatores novos são estes?

1 – Largest Contentful Paint (LCP): este é um dos Core Web Vitals que irá medir a velocidade de carregamento do maior bloco de conteúdo visível. E porquê o maior? Porque a Google quer que o utilizador espere o menos possível entre o tempo que clica no resultado da pesquisa e a visualização do conteúdo mais relevante da página, por norma, um vídeo, uma imagem ou um texto grande. Neste sentido, a Google determinou valores de carregamento para efetuar esta avaliação e tudo o que estiver acima dos 2,5 segundos será penalizado. Por outro lado, o website deve ser visto num todo, e não apenas na página que foi clicada nos resultados da pesquisa. Assim, a Google determina que 75% das páginas do website devem ter um LCP abaixo dos 2,5 segundos.

2 – First Input Delay (FID) – neste caso, a Google quer medir o tempo entre a primeira interação de um utilizador com o site e a resposta do navegador. Alguns exemplos destas interações são o clicar num botão, preencher um formulário, clicar num link num menu suspenso (dropdown). No entanto, baixar a página (scrolling) não será tido em conta. Porquê esta métrica? Porque a interação de um utilizador com uma página, como clicar num botão, é muitas vezes interrompida pela ausência de reação do website. Os valores aceitáveis, nesta métrica, é que uma página tenha uma primeira interação do utilizador e o tempo de resposta do navegador inferior a 100 milissegundos. Também neste fator, 75% das páginas do website devem obedecer a este tempo.

3 – Cumulative Layout Shift (CLS) – Este é talvez o que mais vai agradar aos utilizadores. Frequentemente, ao entrar numa página, o utilizador clica num botão, mas aparece um novo elemento, como um banner, acabando por clicar num elemento não pretendido. Esta deslocação do layout de uma página é o que a Google pretende medir. Aqui, as contas dos valores medidos tornam-se mais complicadas de fazer. Trata-se de uma multiplicação entre a fração de distância e a de impacto. E o que são estas duas frações? Ambas se relacionam com a deslocação do layout da página. A fração de distância indica o tamanho ou a distância do deslocamento do layout; a de impacto é a área que foi afetada pelo deslocamento do layout. Melhor que a explicação, a imagem abaixo ilustra a situação que acontece frequentemente em muitas páginas. A Google considera que apenas deslocamentos de layout inferiores a 0,1 são bons e que estes valores também devem ser considerados em 75% das páginas do website.

 

Os outros fatores a ter em conta

  • Mobile Friendly: este fator já é considerado e analisa se o website está adaptado a dispositivos móveis.
  • Navegação segura: procura software malicioso ou conteúdo que pode induzir o utilizador em engano.
  • Segurança com o HTTPS: a análise é feita ao domínio e se este está a utilizar um certificado SSL, que permite ter um endereço com HTTPS.
  • Sem intrusões: procura analisar se o conteúdo principal da página não tem problemas, como pop-ups ou banners, que cobrem esse mesmo conteúdo.

Como avaliar estes novos fatores?

A Google disponibiliza diversas ferramentas para avaliar estes três novos fatores, bem como todos os outros. O Google Search Console, Lighthouse, Google PageSpeed Tools ou Webpagetest.org são algumas das funcionalidades disponíveis para avaliar as métricas dos websites. Existe ainda uma extensão para o Chrome, a Web Vitals, que analisa URLs de forma individual e apresenta resultados dos novos Core Web Vitals.

Qual a importância dos Core Web Vitals?

Posicionar um website no ranking da Google é cada vez mais uma tarefa complexa e técnica. No entanto, existe um ponto que continua a ser fundamental para o líder dos motores de busca, o conteúdo. Apesar das constantes alterações técnicas que a Google vai introduzindo para melhorar a experiência do utilizador, o conteúdo continua a ser o fator mais relevante para um bom posicionamento. Ou seja, uma avaliação de experiência de utilização mediana não se vai sobrepor se o website tiver conteúdo relevante.

No entanto, nenhum website é uma ilha. Isto significa que tem concorrência e, como tal, a diferenciação no posicionamento do ranking da Google é feita pela soma deste conjunto de fatores, conteúdo e técnicos. Um exemplo: dois websites que explorem o mesmo tipo de conteúdo, sendo relevante em ambos, o que os vais diferenciar será a experiência de utilizador. É aqui que os Core Web Vitals ganham fundamental importância, porque podem fazer a diferença num melhor ou pior posicionamento.

Se necessita de conteúdo relevante para o seu website, melhorar a otimização SEO e preparar-se para as alterações a introduzir a partir de maio, ou até de um novo website, a Belo Digital pode ajudá-lo.

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