Metaverso, o novo mundo

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Belo Digital
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Metaverso, o novo mundo
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Em 2021, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, anunciou a mudança do nome da empresa para Meta. Desde então, a realidade do metaverso tem sido um tema em alta. Apesar da grande notoriedade que ganhou recentemente, este conceito não é novo. O termo surgiu pela primeira vez em 1992, no livro de ficção científica Snow Cash, de Neal Stephenson. Na história, o metaverso consiste num mundo virtual 3D, habitado por avatares de seres humanos que interagem entre si. Anos mais tarde, em 2018, no filme Ready Player One, dirigido por Steven Spielberg, também se encontra o metaverso representado pelo mundo virtual OASIS.

Algumas empresas de videojogos já começaram a investir neste novo mundo, como é o caso do jogo Fortnite, pertencente à empresa Epic Games que, durante a Covid-19, colaborou com alguns artistas, como Travis Scott e Ariana Grande, que realizaram um concerto virtual no jogo.

O metaverso pode ser definido como um espaço online 3D onde as pessoas podem interagir entre si, através de avatares, utilizando tecnologias de realidade virtual e de realidade aumentada, e realizar diversas atividades online, desde trabalhar, ir a concertos ou às compras. Por outras palavras, com esta nova tecnologia oferece-se aos utilizadores a possibilidade de criarem os seus próprios mundos fictícios, tendo liberdade total para inventarem uma infinidade de cenários, consoante os seus gostos e interesses.

O objetivo deste conceito é eliminar as barreiras que ainda existem entre a realidade e o mundo virtual.  Com o metaverso, o consumidor deixa de “estar na Internet” para passar a viver dentro dela, consumindo objetos virtuais, que podem ser representações de objetos reais.

O metaverso pode trazer inúmeros benefícios para as empresas, como:

– Redução de custos;

– Alcance de um maior número de pessoas, através da criação de um espaço virtual que permite que qualquer pessoa possa aceder a partir de qualquer local;

– Realização de reuniões remotas de trabalho, através de ambientes virtuais, com avatares que possuem as características físicas dos participantes, permitindo que os empregadores consigam acompanhar a produtividade da sua equipa;

– Na área da medicina, este permite que os profissionais visitem, de forma “virtual”, os pacientes que não podem deslocar-se às instalações médicas, devido às suas limitações geográficas;

– Treinamento de colaboradores, através da réplica de ambientes do mundo real, o que permite melhorar a produtividade;

– Interação dos clientes com as empresas e com outros clientes, o que pode levar à fidelização dos mesmos e a um aumento do número de vendas;

– Testagem de produtos e serviços, sem investir em infraestruturas e publicidade negativa.

Apesar de ser uma ideia relativamente recente, esta nova realidade pode revolucionar o mundo dos negócios e criar novas formas de as empresas lucrarem. Além disso, é uma oportunidade para as marcas se tornarem ainda mais presentes no dia a dia dos consumidores, estabelecendo uma relação de proximidade.

Para que o metaverso se torne numa realidade cada vez mais palpável e exequível, é necessário investir muito dinheiro, tempo e trabalho. Assim, designers, programadores, ilustradores e muitos outros profissionais terão grande importância no desenvolvimento deste mundo virtual 3D.

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