Parte I - Loja online: como planear?

Autor
Belo Digital
Publicado a
Parte I – Loja online: como planear?
Parte I – Loja online: como planear?

O ano de 2017 voltou a bater todos os recordes de vendas online em Portugal. Segundo o estudo da ACEPI – Associação da Economia Digital, desenvolvido em parceria com a consultora IDC, as vendas online no comércio B2C (business to consumer) ascenderam aos 4,6 mil milhões de euros, mais 11% em relação a 2016. Já o mercado B2B (business to business), que envolve também os negócios online entre empresas e Estado, business to government (B2G), tiveram um valor recorde de 70 mil milhões de euros. Para além das vendas, é importante referir que a percentagem de portugueses com acesso à Internet, subiu para os 74% e que, daqui a 10 anos, chegará aos 100%!

O estudo fala ainda do comportamento dos consumidores online portugueses, que já utilizam os dispositivos móveis como equipamento preferencial para as compras; o mercado chinês é onde consomem mais; e o vestuário e os equipamentos eletrónicos são os produtos mais adquiridos. Como novas tendências, temos um crescimento nas compras de supermercado e no MB WAY, como método de pagamento utilizado.

Tendo em conta este contexto, os portugueses estão a apostar no online para vender os seus produtos, não só para o mercado nacional, mas também a nível internacional, pois uma loja online tem essa vantagem, chega a todo mundo. No entanto, criar um negócio online ou transpor o negócio físico para a Internet, acarreta um investimento e um planeamento que deve ser feito antes de avançar para a venda produtos/serviços online. Conheça quais os passos que terá que dar para ter um novo canal de vendas para a sua empresa, um canal que está disponível para o mundo inteiro.

1º Estudar o mercado.

Fundamental para ter sucesso no agressivo e preenchido mercado online é estudar os concorrentes, o público-alvo e que produtos vender. A concorrência é aqui mais abrangente, pois não é só a nível nacional, mas pode vir de qualquer país. Como vendem, o que vendem, para que mercados vendem, que técnicas de marketing utilizam, que produtos promovem mais são alguns dos fatores a ter em conta nos concorrentes.

A seguir, conhecer os hábitos dos potenciais clientes. O que compram, onde compram, quando compram, motivos que levam à compra, em que plataformas interagem, os conteúdos que procuram, e de que forma chegam até à sua empresa.

O terceiro ponto, e não menos importante, que produtos vender. Uma loja online não tem que vender obrigatoriamente todos os produtos que tem numa loja física. E mesmo que seja apenas uma loja online, é necessário saber quais os produtos que podem ser disponibilizados. Acima de tudo, a rentabilidade da venda é o ponto principal, pois o valor de venda versus o valor de custo dessa mesma venda (stock, logística de entrega, etc) terá que pender sempre para o lado da venda.

Se uma empresa conseguir chegar ao fim do estudo destes três pontos com uma clara noção que pode competir no mercado online, pode então avançar para o passo seguinte, o investimento a fazer.

2º Quanto custa investir numa loja online?

Um dos pontos onde se cometem mais erros na abertura de um e-commerce está na ausência de um plano de negócios, onde se refletem todos os custos inerentes a este investimento. Os custos dividem-se essencialmente em três grandes áreas: a vertente

tecnológica (plataforma escolhida, equipamentos, etc.); o marketing que irá ajudar na divulgação do negócio; e o custo de manutenção da operação, ou seja, quanto é que mensalmente será investido para manter a loja em funcionamento.

Não existe uma fórmula mágica para encontrar os valores para todos estes custos. Acima de tudo, depende da área de negócio da loja e da dimensão da mesma. No entanto, existem algumas considerações gerais para qualquer tipo de negócio online que não devem ser esquecidas.

O primeiro é evitar cair no facilitismo dos preços de promoções dos diversos serviços de hospedagem de websites. Não existem lojas gratuitas ou com custos de 1 euro por mês. É necessário escolher uma opção profissional, que possa garantir aos utilizadores toda a segurança e credibilidade que uma loja online necessita ter.

A divulgação da loja é fundamental para o sucesso do negócio. No início do investimento, será necessário um custo maior em marketing, mas depois poderá ser utilizado um rácio de 2 a 3% da faturação mensal para manter a divulgação do negócio.

Por último, ter uma loja online com produtos, significa ter um stock ou fornecedores com tempos baixos de entrega para que possa satisfazer os seus clientes. É aqui que muitos negócios falham, pois o controlo de stocks é descurado, levando a custos avultados e desajustados. É ainda essencial ter em conta os custos com a logística de toda a operação, como a entrega dos produtos, e os impostos inerentes a todo o negócio.

3º As questões legais e burocráticas

Criar um negócio online não é o mesmo que criar um site institucional. Este último tem nas questões de proteção de dados a maior preocupação legal. Já uma loja online terá que obedecer a um conjunto de regras que regula este tipo de comércio.  A ACEPI – Associação da Economia Digital é a entidade portuguesa que promove acreditações de confiança online, assegurando que quem ostenta este selo assegura o cumprimento dos requisitos legais e das diretrizes europeias. Questões como prazos de devolução, proteção de dados dos clientes e toda a informação sobre os termos de venda são algumas das informações obrigatórias que devem estar presentes na loja online.

É ainda essencial perceber se existe uma empresa e uma marca própria para o negócio online, criar todo este processo de empresa e marca, estudar qual o melhor regime tributário para a empresa, antes de avançar para a constituição da loja online.

 

No próximo artigo, iremos abordar como colocar em funcionamento o negócio que foi agora pensado e estruturado.

 

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