Boas práticas de utilização de vídeos num website

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Belo Digital
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São a grande “estrela” do Marketing Digital atual. Todas as estatísticas apontam os vídeos como a melhor ferramenta para atrair e converter utilizadores em websites e lojas online. Mesmo nas redes sociais, o vídeo está perto de igualar a utilização das imagens. Como tal, os websites passaram a disponibilizar cada vez mais conteúdos em vídeo, sempre com o objetivo de atrair mais tráfego, aumentar o tempo de permanência e melhorar o ranking de pesquisas.

No entanto, a utilização de vídeos num website pode trazer mais problemas do que vantagens, se não obedecer a um conjunto de boas práticas de utilização. As consequências podem implicar páginas com tempos de carregamento demasiado elevados, vídeos que “congelam” durante a reprodução a consumir demasiados recursos do servidor onde o website se encontra alojado.

Alojar no servidor ou utilizar serviços como o Youtube?

Esta é a questão mais pertinente em relação à utilização de vídeos num website. E existem mais vantagens em alojar os vídeos num serviço de alojamento, como Youtube ou Vimeo, do que colocá-los no próprio servidor onde se encontra o website. Eis as principais diferenças entre os dois serviços.

Largura de banda do servidor

Os serviços de alojamento alocam uma determinada largura de banda a cada servidor, o que pode colocar em causa a reprodução dos vídeos. Já os serviços de partilha de vídeos, como o Youtube, estão preparados para reproduzir milhões de vídeos em simultâneo, evitando quebras de visualização.

Tamanho dos ficheiros

Por norma, os ficheiros de vídeo são sempre os que mais pesam no espaço ocupado no servidor. São ficheiros pesados e que rapidamente podem encher o espaço disponível. Por outro lado, existem serviços de alojamento que limitam o tamanho dos ficheiros que podem ser carregados, impossibilitando colocar os vídeos no servidor, e por consequência, no website.

Tempo de carregamento da página

Qualquer página de um website que tenha um vídeo alojado no próprio servidor vai demorar mais a carregar do que uma que tenha um alojado, por exemplo, no Youtube. Os utilizadores detestam páginas que demoram a carregar, logo a resposta é óbvia: vídeos fora do servidor!

O formato dos vídeos e os browsers

Enquanto não existe um formato padrão para todos os browsers, cada um deles utiliza formatos distintos. Apenas o Chrome suporta quase todos, mas, por exemplo, o Firefox não irá ler H.264, contudo, suporta o WebM, um dos mais utilizados, e que também, para além do Firefox, só está disponível no Chrome. Para ter a certeza de que o vídeo vai ser reproduzido em qualquer browser, terão de ser carregados vários vídeos em formatos distintos, com as óbvias consequências que daí vão advir.

Converter para os vários dispositivos

Com os dispositivos móveis a serem já mais utilizados que os computadores para navegar na internet, os websites têm de estar preparados para as questões técnicas que os smartphones e tablets levantam. Uma delas são os vídeos demasiado pesados que, se não tiverem uma versão otimizada no servidor, não vão reproduzir nos dispositivos móveis. O mesmo acontece com os leitores que vão ser utilizados para os reproduzir, que funcionam melhor nuns browsers e pior noutros, situação que aumenta nos formatos móveis, o que significa a criação de mais ficheiros para responder a todas estas questões técnicas.

A utilização de serviços como o Youtube ou o Vimeo trazem, assim, vantagens na visibilidade e promoção dos vídeos produzidos por uma marca. São mais fáceis de encontrar, terão um número maior de visualizações e atrairão mais visitantes ao website. Apesar de todas estas vantagens, utilizar serviços de vídeo também possui alguns pontos negativos. A privacidade é um deles, pois são geradas cookies no próprio website que podem colocar em causa a privacidade dos utilizadores. É também mais fácil piratear um vídeo no Youtube, logo se for um website com área reservada ou com conteúdo pago, o modelo de negócio pode facilmente ser afetado, se o vídeo ficar disponível para todos. Outro ponto negativo prende-se com o facto de o visitante poder sair mais facilmente do website e visualizar o vídeo no serviço onde está alojado ou pode nem mesmo chegar ao website, se o encontrar numa pesquisa e visualizar diretamente no motor de pesquisa.

Para além dos serviços de alojamento e das plataformas de partilha de vídeos, existe uma terceira alternativa para alojar vídeos, a CDN (Content Delivery Network). Esta rede de servidores guarda em memória uma cópia dos conteúdos do website, disponibilizando-os, depois, através do servidor que se encontre geograficamente mais próximo do utilizador, reduzindo os tempos de carregamento. No entanto, esta solução apenas resolve parte do problema, pois os formatos e a otimização dos vídeos irão continuar do lado de quem produz e gere o website.

 

Em suma, a escolha da melhor opção para alojar vídeos a usar num website deve ser pensada segundo a quantidade de vídeos a utilizar, a qualidade dos mesmos e o objetivo pretendido. Mas a melhor opção passa quase sempre pela utilização de uma plataforma de partilha de vídeos, onde o Youtube e o Vimeo são as principais e mais populares entre os utilizadores.

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